Violência nas escolas é tema central de audiência pública da Comissão de Educação

Violência nas escolas é tema central de audiência pública da Comissão de Educação

As denúncias de irregularidades durante a eleição para escolha dos novos conselheiros tutelares no município do Rio de Janeiro, cujo pleito ocorreu no último domingo, marcou o início da audiência pública regionalizada promovida pela Comissão de Educação da Câmara do Rio, que nesta edição contou com a participação de representantes da 7ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE).

A mesa de honra do evento foi constituída pelo presidente da comissão, vereador Prof. Célio Lupparelli, pelos outros membros da Comissão, a professora Heloisa Sermúd Braz, chefe de gabinete da secretária de Educação; Márcia Arruda Bastos, coordenadora da 7ª CRE; Monica Maria Saraiva, representante do segmento diretor; Monica Isabel Torres Paes, representante do segmento professor; Judith Cabral, do segmento funcionários; Isabelle Furtado Moura, do segmento responsável; Angela Arnoud, do segmento Ensino Especial; Katia Lyra Dain, gerente de Educação; e Vânia Bastos Menezes, gerente de Infraestrutura e Logística.

A representante da Secretaria de Educação deu início aos debates e destacou a importância da agenda promovida pela comissão da Câmara do Rio. Ressaltou que muitas das demandas apresentadas não serão solucionadas de imediato, mas serão levadas ao Executivo. “Nosso lugar é do educador. De todos que tenham o mesmo objetivo, educar para uma cidade melhor”, completou.

Os números da 7ª Coordenadoria Regional de Educação, que atende os bairros de Jacarepaguá, Vargens Grande e Pequena, Recreio, Barra da Tijuca, entre outros, foram apresentados pela atual gestora. São 87.508 alunos distribuídos em 2.983 turmas que vão da educação infantil até o fundamental II. A região conta com 60 unidades de ensino que funcionam em tempo integral, espaços de educação infantil (EDIs), creches conveniadas e turmas para alunos especiais, com cerca de 2 mil estudantes. De acordo com Márcia Arruda, a 7ª CRE foi a coordenadoria que recebeu o maior número de alunos refugiados, um total de 160 estudantes. Também disse que conta com 160 escolas climatizadas.

O deputado estadual Carlo Caiado, presente no evento, lembrou o decreto municipal, cancelado pela atual gestão do Executivo, que garantia investimentos por parte dos empreendimentos da região para conservação das unidades públicas de ensino situadas naquela localidade. “Se o decreto estivesse em vigor, ajudaria na manutenção das escolas. Muitas estão com a estrutura física precária”, reforçou. O parlamentar também cobrou a reformulação do programa Ônibus da Liberdade e sugeriu uma parceria com o governo do estado, por meio da Secretaria Estadual de Educação, que segundo o parlamentar, poderá investir recursos para a conclusão das obras paralisadas.

O debate foi dividido em três blocos, com a participação do público para apresentação das demandas dos diversos segmentos representados. A questão da violência no entorno das escolas localizadas em regiões conflagradas foi o principal problema apontado pelos profissionais da educação e pais de alunos.

Outras questões apresentadas foram a falta de professores, escolas sem climatização, salas de aula com superlotação e unidades com obras paralisadas ou problemas de estrutura física.

Márcia Arruda Bastos declarou que tem dificuldade na lotação de professores nas unidades situadas em áreas de conflito, onde há carência dos profissionais. Anunciou ainda que há previsão de novo concurso, já que a vigência do último certame encerrou ano passado, por isso a dificuldade em atender a essa demanda.

No final da audiência, os membros da comissão avaliaram o evento. O vereador Prof. Célio Lupparelli destacou a grave crise social, “um problema muito sério e sem solução imediata”. Disse ainda que compete à comissão promover o debate e denunciar quando necessário. Aproveitou para convidar a todos para a audiência pública prevista para o dia 12 de novembro, no Plenário da Câmara, que irá tratar da questão da violência e a atual política de segurança pública.

No evento, alunos de escolas da região fizeram duas apresentações. Um número de voz e violão e outro de sapateado.