Terminalidade dos cursos de EJA no Estado do Rio de Janeiro

Terminalidade dos cursos de EJA no Estado do Rio de Janeiro

O Fórum de Educação de Jovens e Adultos do estado do Rio de Janeiro emitiu uma nota sobre o seu posicionamento sobre a situação da educação de jovens e adultos nas redes estadual e municipais do Rio de Janeiro:

O Fórum de Educação de Jovens e Adultos do estado do Rio de Janeiro vem a público, por meio desta nota, se posicionar no debate que diz respeito à educação de jovens e adultos nas redes estadual e municipais do Rio de Janeiro nesse momento de excepcionalidade.

A EJA tem por especificidade um calendário diferenciado, trimestral ou semestral, e no momento atual tal fato suscita algumas preocupações quanto ao encaminhamento dado pelas secretarias de educação referente à terminalidade do período letivo.

Nesse sentido, o Fórum infere que a preocupação principal deve ser garantir aos alunos da modalidade o direito aos conteúdos contemplados nas diretrizes curriculares, pois negar isso é negar o próprio direito à educação.

Haja visto que houve apenas um mês de aula antes da suspensão das atividades, é improvável que esses conteúdos tenham sido contemplados.

É de conhecimento geral que a modalidade atende a um público diverso, o que torna qualquer solução de terminalidade dos alunos neste período uma decisão açodada e sem qualquer preocupação com o processo de ensino/aprendizagem.

Até porque, na atual situação, os educandos não terão como dar continuidade aos estudos, inclusive pela falta de definição de calendários letivos de outras redes e cursos para os quais eventualmente possam se destinar.

O Fórum também não compartilha com a substituição do formato presencial pelo modelo EaD ou aulas on-line nem por exames avulsos como o ENCCEJA.

Após o exposto, este coletivo aponta que, com o intuito de resguardar o direito à educação e ao processo de ensino/aprendizagem, deve-se aguardar o movimento coletivo de retorno às aulas para que se possa então pensar em reposição ou não dos conteúdos não trabalhados e, indo além, acompanhar os movimentos das diferentes redes públicas de ensino para que então se organize um novo calendário para os diferentes cursos que ofertam a Educação de Jovens e Adultos.