Poluição atmosférica: O mundo é um moinho

Poluição atmosférica: O mundo é um moinho

O outono é a estação do ano em que a poluição atmosférica começa a aumentar nas grandes cidades devido, entre outros fatores, às temperaturas mais amenas (baixa amplitude térmica), à diminuição da quantidade e frequência de chuvas que “lavam” os poluentes da atmosfera, além da diminuição de quantidade de folhas na arborização urbana, que são filtros naturais de agentes tóxicos para a nossa saúde.

Em muitos dias, a poluição atrapalha a vida e o funcionamento das cidades, seja pelo fechamento de aeroportos para pousos e decolagens por falta de visibilidade (inversão térmica), seja por aumentar a incidência de doenças respiratórias e doenças de pele na população, o que ocasiona perda de produtividade em empresas e comércio em geral, além de aumentar os gastos do governo com o aumento do número de atendimentos em hospitais e postos de saúde.

O problema da poluição atmosférica é não impactar apenas o local onde foi gerada; o ar que envolve nosso planeta está sempre em constante movimento, levando o impacto por todo o seu percurso até que a poluição se dissipe. No mundo inteiro, cerca de 8 milhões de pessoas morrem por ano por causa da poluição atmosférica.

Obviamente, existem leis que regulamentam as emissões de gases poluentes industriais na atmosfera, mas somente atendê-las não é suficiente para reduzir a poluição do ar. Além de reduzir e controlar as emissões, precisamos capturar estes gases. Além disso, não são apenas os gases que poluem a atmosfera: partículas em suspensão e agentes biológicos, por exemplo, também o fazem.

De que forma podemos minimizar estes impactos? Preservando, protegendo e recuperando as áreas de florestas, sejam urbanas ou em áreas remotas, já que o ar se locomove por todo lugar. A boa notícia é que nós, cidadãos, também podemos ajudar a reduzir a poluição do ar com atitudes simples como estas:

  • Usar transporte público ou bicicleta ao invés de carro particular, nem que seja apenas alguns dias por semana;
  • Não queimar galhos nem folhas no fundo do quintal. Temos como alternativas o descarte para a coleta de lixo público ou – melhor de todas as alternativas! – a utilização de técnicas de compostagem para transformar estes resíduos em adubo;
  • Plantar árvores no quintal de casa ou na calçada, observando se a espécie é adequada para o local;
  • Manter vasos de plantas no ambiente domiciliar, pois elas filtram o ar que entra pelas janelas, enfeitam e harmonizam o ambiente.