Guerra contra o crime prejudica a Educação Escolar

Guerra contra o crime prejudica a Educação Escolar

É do conhecimento de todos que estamos vivendo uma “guerra” na Cidade do Rio de Janeiro. Urge que o Estado retome os territórios ocupados e dominados pelos traficantes e pelos milicianos, para que se restabeleça a ordem urbana, a paz e a legalidade, a fim de que se possam garantir os direitos fundamentais dos cidadãos que vivem nas áreas onde essa anomalia se instalou, nas quais os códigos e as normas são ditadas, arbitrariamente, pelos marginais. Isso ninguém discute. Todas as pessoas de bem estão sintonizadas com esse clamor. O Estado e a Constituição da República devem prevalecer.

Crianças deitadas no chão da escola para se protegerem do tiroteio entre traficantes e as forças de segurança, no Rio de Janeiro

Mas, todas as ações de combate ao crime organizado devem ter o cuidado para que os inocentes não sejam , injustamente, penalizados e percam a vida, como ocorreu com a menina de oito anos que recebeu um tiro de fuzil pelas costas e morreu. Cada vida que se perde nessas condições é uma derrota para a Sociedade.

O bom senso fala que deve haver planejamento e inteligência nessas ações do Estado no combate aos criminosos. Nada justifica uma morte de quem não tem a ver com essa guerra urbana.

Não se pode cobrar ética e bom comportamento dos marginais. Eles são bandidos. Se tivessem ética e bom comportamento, não seriam bandidos.

Em conflitos , em tiroteios, eles preferem até alvejar um inocente e atribuir culpa ao Estado.

Hoje, na audiência pública regionalizada da Comissão de Educação da Câmara Municipal, em Ricardo de Albuquerque, os depoimentos de uma professora e de uma diretora de uma creche da 6ª CRE sensibilizaram a todos os presentes e serviram para concluirmos que as autoridades de segurança pública têm que definir como recuperar os territórios com preservação da VIDA. E mais ainda:

Queremos educar as nossas crianças e os nossos adolescentes?

Se desejamos bom desempenhos nas unidades escolares, é necessário evitar esses conflitos com armas e helicópteros em horário escolar, pois alunos e profissionais de educação não têm como desenvolver o trabalho ensino-aprendizagem nesse clima de terror.

O que a Sociedade quer? Uma guerra que tem-se mostrado ineficiente e ineficaz durante décadas e que tem causado evasão escolar de alunos e de profissionais de ensino?

Não. Certamente que não.

Queremos que o Estado se faça presente em todos os territórios, mas sem perda de vidas inocentes e sem desmotivar crianças e profissionais da Educação.

A inteligência policial nestas ações tem que conseguir a solução.