E.M ALEXANDRE FARAH

Professor Célio Lupparelli na Escola Municipal Alexandre Farah, em Ricardo de Albuquerque.

O professor Célio chegou à unidade escolar em maio de 1973, assumindo turmas para lecionar Ciências Físicas e Biológicas. Já no ano seguinte, passou a acumular a função de regente de turma com a de coordenador de turno.

Com o apoio da Direção, dos professores, pais de alunos, merendeiras, serventes e inspetores, Célio provocou uma revolução na Escola, criando as famosas feiras de Ciências que duravam três dias e que tinham uma aceitação enorme da comunidade local. Foram anos seguidos de sucesso. Conseguiu, com a colaboração de pais e responsáveis, a construção da quadra de esportes e de dois vestiários, possibilitando a prática de Educação Física. Em 1980, fez, com a participação dos alunos, o levantamento sócio-econômico-cultural  das áreas de Ricardo e Anchieta, despertando o interesse dos alunos pelo seu bairro e por sua comunidade.

Em junho de 1984, Célio foi convidado a dirigir a Escola Municipal Comandante Arnaldo Varella, na Pavuna. Foi uma experiência importante para ele. Manteve uma de suas duas matrículas na Alexandre Farah, onde continuava a dar aulas no terceiro turno, três vezes por semana, após cumprir sua missão diária na direção da outra unidade até 17 horas.

Em junho de 1985, o professor Célio deixou a direção da Comandante Arnaldo Varella e passou a dirigir, a convite dos professores, a Escola Alexandre Farah, onde ficou até janeiro de 2001, quando foi convidado a ser o Administrador Regional de Jacarepaguá.

No período à frente da Farah, Célio promoveu o aumento do número de turmas de 24 ( 800 alunos)  para 45 ( passando a atender de quase 2000 alunos). Conseguiu obras para ampliação da Escola, com a construção de um auditório, uma biblioteca, um laboratório de Ciências, novos vestiários e a cobertura da quadra de esportes. Criou a área do bosque e do estacionamento para professores e demais funcionários. Abriu a Escola à Comunidade  aos sábados e domingos sob a supervisão do Inspetor Odair. A Escola não sofria pichação, porque a comunidade se sentia dona da mesma.

Apoiado no  Regimento da Escola e com a participação do Conselho Escola Comunidade e do Grêmio Estudantil, desenvolveu um projeto político pedagógico de alta qualidade, conciliando disciplina rígida e democracia na Escola. A rigidez do uniforme, o uso da caderneta para comunicação diária entre pais e a Escola, o constante contato com os responsáveis por alunos, por meio de reuniões, e o controle do comportamento de cada membro da comunidade escolar dentro e fora da Escola tornaram essa administração um exemplo. Cada um tinha seu papel bem definido. Os alunos sentiam orgulho da Escola.

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Os alunos tinham aulas de núcleo comum ( Português, Matemática, Geografia, História, Língua Estrangeira, Artes Plásticas e Educação Musical) no turno ( manhã ou tarde) e aulas específicas de Técnicas Agrícolas ( horta ou criação de frangos), Técnicas Comerciais, Educação para o Lar, Artes Industriais, Coral, Flauta Doce e Educação Física no contraturno.

Além das tradicionais feiras de Ciências, a Escola realizava concursos de Ortografia e Poesia, Olimpíada de Matemática, Feira de Artes Plásticas, torneios de várias modalidades esportivas. Havia, também,o Coral da Escola, considerado o melhor da Cidade do Rio de Janeiro, à época.

Apesar de a Secretaria Municipal informar que a matrícula era automática, na Escola Alexandre Farah, os pais tinham que comparecer, anualmente, para ler o regimento junto com o Diretor, Professor Célio, para ter ciência das adaptações do regimento e receber outras instruções que valeriam muito durante todo o ano letivo. Talvez essa medida tenha sido uma das chaves do sucesso da Escola. O responsável pelo aluno se comprometia a acompanhar a vida escolar do aluno, sendo, efetivamente, parceiro da Escola no processo ensino-aprendizagem.

Havia avaliações semestrais unificadas, tanto quanto possível ( os chamados provões), através dos quais a Escola procurava perseguir a melhor qualidade de ensino para os alunos. E, dessa forma, acompanhava, também, o trabalho dos professores. Cada matéria tinha um professor que coordenava a elaboração das provas que passavam,  obrigatoriamente, pelo crivo do Diretor.

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Os pais  ou responsáveis eram chamados  bimestralmente para participar das reuniões de entrega dos boletins e das  avaliações global e individual.

Além do ensino diurno ( manha e tarde), Célio trouxe para a escola o PEJA, ou seja, Programa de Ensino para Jovens e Adultos para atender aos alunos que não tiveram a sua escolaridade normal e os que precisavam trabalhar durante o dia.

Havia um Conselho Escola Comunidade ( CEC) atuante e um Grêmio Estudantil muito participativo. Os alunos, ao formarem para se dirigir às salas de aula, cantavam o Hino Nacional Brasileiro.

Ao final de cada mês, o diretor fiscalizava as cadernetas dos quase 2000 alunos para verificar se os pais haviam assinado no espaço correspondente, tomando ciência da vida escolar naquele período.

Disciplina, Democracia, Responsabilidade, Controle, Participação Coletiva, projeto político pedagógico de qualidade com multiplicidade de atividades para os alunos foram as marcas do sucesso dos ANOS DE OURO da Escola Municipal Alexandre Farah.