Comissão de Educação recebe demandas da 8ª CRE

Comissão de Educação recebe demandas da 8ª CRE

A Comissão de Educação da Câmara do Rio realizou mais uma Audiência Pública para ouvir as demandas de professores, servidores, responsáveis e estudantes da rede pública. O encontro ocorreu na segunda-feira (26) no bairro de Realengo e contou com a participação de representantes da 8ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), que abrange os bairros de Vila Kennedy, Realengo, Bangu e Sulacap, entre outros. A violência no entorno das escolas, a falta de condições de trabalho e a quantidade de alunos por turma foram os principais temas abordados.

O presidente da Comissão, Vereador Prof. Célio Lupparelli afirma que a audiência tem como finalidade descentralizar os debates sobre a educação, oportunizando à comunidade escolar expor os problemas da rede. De acordo com o parlamentar, o que não for resolvido de forma imediata será parte de um relatório que vai integrar o planejamento estratégico da Secretaria Municipal de Educação.

A coordenadora Josecy Ramos Cruz Andrade Brilhantino informa que a região atende 1292 alunos, distribuídos em 187 unidades escolares, sendo 47 escolas em turno único. Já são 124 escolas climatizadas e as demais em processo de climatização.

Jô Cruz – como a coordenadora costuma ser chamada – destaca o resultado no desempenho do 1° para o 2° COC, apresentando uma redução no conceito “I” em todos os anos, salvo o 6°. Entre as metas para até o final de 2019, a educadora pretende alcançar 96% de aprovação em conceitos “MB”, “B” e “R” e reduzir os índices de absenteísmo entre os alunos do ensino fundamental. “Mesmo com todas as dificuldades encontradas, nós saímos de casa todas as manhãs buscando fazer o melhor”, afirma Jô Cruz.

O professor Paulo Roberto dos Santos defendeu que as políticas de educação sejam mais de Estado e menos de governo, com planejamentos técnicos de longo prazo e gestão suprapartidária. Para o docente, a infraestrutura da escola não pode depender do governo, assim como planos antigos não podem ser cancelados e métodos de avaliação de alunos alterados a cada mudança de gestão. Paulo também solicitou reduzir a quantidade de alunos por turma.

A professora Heloísa Braz destacou a importância do debate e do diálogo descentralizado. “Não vamos fazer sozinhos o que é da vontade de todos nós”, afirmou. Cintia Maria de Oliveira Vicente declarou que a escola não é formada apenas por diretores e professores, mas também por pais, agentes educadores e merendeiras, entre outros.

A falta de condições de trabalho foi o problema mais apontado pelos professores, servidores e responsáveis. “Como o prefeito coloca a escola para funcionar aos sábados, se não funciona como deveria durante a semana?”, indagou uma aluna ao professor. Os educadores criticaram a falta de apagador, caneta e papel, a quantidade insuficiente de fotocópias e o atraso na entrega de materiais. Outro tema abordado foi a violência, seja ela no entorno das escolas ou na forma de assaltos e vandalismo dentro das unidades. A coordenadora Jô Cruz defendeu a parceria com a Guarda Municipal por meio de palestras e da ronda escolar.

A Comissão de Educação pretende realizar uma Audiência Pública sobre a violência nas escolas, prevista para o dia 12 de novembro. Também está prevista uma Audiência Pública sobre a educação especial para o dia 08 de outubro.