Comissão de Educação recebe demandas da 6ª CRE

Comissão de Educação recebe demandas da 6ª CRE

A Comissão Permanente de Educação realizou a sétima Audiência Pública externa para conhecer as demandas da comunidade acadêmica e facilitar a participação da sociedade na elaboração de políticas públicas para a área. O evento ocorreu nessa segunda-feira (23) e contou com a participação de representantes da 6ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE). A violência foi o assunto mais abordado por responsáveis e servidores, que criticaram a ocorrência de confrontos no entorno das unidades de ensino.

O presidente da Comissão, vereador Prof. Célio Lupparelli , iniciou o discurso destacando sua carreira na região. “Essa CRE tem a minha vida. Eu cheguei aqui com 25 anos e saí aos 54 anos. O período mais produtivo da minha vida foi aqui”. O vereador afirmou que o objetivo do debate é tratar a educação do ponto de vista técnico, responder de imediato às demandas mais simples, e encaminhar os problemas mais complexos ao prefeito para que integrem o planejamento estratégico da SME.

Sobre a violência na região, o vereador Prof. Célio Lupparelli defende que a sociedade discuta o tema. “Sem dúvida, há uma necessidade de retomarmos as áreas dominadas pelo poder paralelo. Porém, isso não pode ocorrer com medidas irresponsáveis e sem planejamento”. O vereador anunciou que uma audiência pública será realizada na Câmara do Rio em novembro para tratar especificamente sobre a violência nas escolas.

Os principais discursos de professores e servidores presentes na audiência criticaram a violência. O professor Luis Augusto relatou que, em sua carreira, conheceu cerca de trinta alunos que foram assassinados. A professora de educação infantil, Aline de Oliveira Braga narrou a troca de tiros ocorrida na última semana na rua da creche onde trabalha, que feriu uma das mães.

Os docentes também cobraram providências em outros temas, como a realização de concursos para merendeiras, a valorização dos diretores, o retorno dos controladores de acesso nos portões das escolas e o respeito à reserva de um terço da jornada para o planejamento.

De acordo com a chefe de gabinete, Heloisa Sermúd Braz, é necessário haver uma avaliação muito criteriosa sobre as incursões nas comunidades e que trata diariamente sobre o assunto, dentro da alçada da Prefeitura.

O coordenador da 6ª CRE, Hugo Ribeiro Nepomuceno, apresentou os números da coordenadoria, que é responsável por 42, 5 mil alunos distribuídos entre 110 unidades escolares localizadas em bairros que possuem alguns dos menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) da cidade. A região já tem 76 escolas climatizadas e 10 estão em processo de climatização, restando 24 que ainda iniciarão a mudança. Hugo apresenta como meta aprovar 96% dos estudantes até o final de 2019. “Nós avançamos no último Ideb, mas ainda temos o desafio de ultrapassar a média da rede. A escola só caminha com parceria, diálogo e investindo nas representatividades”, afirmou. Hoje, 87, 6% dos alunos têm conceitos que aprovam no Ideb.

Galeria de imagens da audiência: https://www.flickr.com/photos/celiolupparelli/albums/72157711044534797