Comissão de Educação ouve demandas da comunidade escolar em Olaria

Comissão de Educação ouve demandas da comunidade escolar em Olaria

A Comissão de Educação da Câmara do Rio realizou Audiência Pública em Olaria, na segunda-feira (10), com aproximadamente 250 pessoas. Os vereadores receberam diversos representantes do Conselho Escola Comunidade (CEC) para ouvir as demandas da sociedade e dos profissionais da Educação. A audiência teve também a participação de todas as CREs, do Tribunal de Contas do Município e do Conselho Tutelar.

Foi o segundo encontro de uma série de 11 Audiências Públicas regionalizadas que acontecerão até novembro deste ano. Dessa vez, o evento contou com a 4ª CRE, que abrange 13 bairros da Zona Norte do Rio de Janeiro. Os principais assuntos foram a estrutura das escolas, como: falta de água, falta de iluminação, insegurança, falta de condições de trabalho e valorização salarial.

No inicio da audiência foram apresentados slides com ações de relevância realizadas pela coordenadora da 4ª CRE, Fátima das Graças. Entre os destaques, estava a participação das unidades escolares em ações da Coordenadoria de Projetos de Extensão Curricular – CPEC/SME e a formação em serviço para docentes da Educação Infantil (EI) e Educação de Jovens e Adultos (EJA). Também foram exibidas as metas para 2019/2020, como garantir a alfabetização de alunos ao final do 1º ano de escolaridade; melhorar o desempenho na EJA e diminuir os índices de evasão e infrequência nas escolas de EI e no Programa de Educação de Jovens e Adultos (PEJA).

Entre os participantes da plateia, a professora Maristela Abreu chamou atenção ao discordar dos slides expostos pela coordenadora. “Infelizmente tenho que discordar dessa apresentação de fantasia em relação à qualidade de trabalho nas escolas. Sou professora da escola municipal Escritor Bartolomeu Campos de Queirós, na Maré, há mais de 30 anos, e afirmo que nas escolas faltam de tudo, estamos no quinto mês de trabalho e nessa semana é que chegou material escolar, mas ainda falta papel, faltam profissionais. Os professores estão doentes com as condições de trabalho, não são as adversidades das comunidades, é a falta de estrutura das escolas”. Maristela requisitou que a Comissão abra uma CPI para investigar irregularidade da escola em que trabalha. “Recentemente inaugurada, com dois anos de funcionamento e tem uma série de problemas estruturais como falta d’água, problemas com iluminação, maçanetas italianas sem chaves e muito mais, o que demonstra uma série de irregularidades nas obras”, destacou.

O vereador Prof. Célio Lupparelli afirmou que, ao longo da história, o Brasil deve muito à educação. “A sociedade precisa ter a consciência de que deve pressionar as autoridades para cumprir o que a Constituição define para implementar uma verdadeira educação. É fundamental que, em cada escola, o CEC tenha participação destacada nas unidades de ensino. Esse é o inicio de um novo tempo, isto é, tempo de aproximar a Câmara Municipal da população em parceria com os integrantes do Poder Executivo municipal”. O parlamentar ressaltou que o objetivo é alcançar o maior número de soldados em defesa da educação.