Floresta do Camboatá é tema de Audiência Pública

Floresta do Camboatá é tema de Audiência Pública

A Câmara do Rio realizou nessa sexta-feira, 10 de abril, Audiência Pública da Comissão Especial nº 1.475/2019, criada com a finalidade de estudar o colapso hídrico e riscos hidrológicos no município do Rio de Janeiro. O objetivo da audiência foi discutir sobre a floresta do Camboatá, em Deodoro, lugar onde a Prefeitura pretende construir o novo autódromo da cidade.

Dizendo-se surpreso e assustado, o vereador Prof. Célio Lupparelli (DEM) afirmou que não esperava ver uma discussão desse porte nesses tempos. “Todos sabemos as consequências que vêm com o urbanismo exacerbado e a destruição do ecossistema. Ao invés de desmatar uma área de preservação ambiental, por que não procurar outras áreas disponíveis e que não agridam o meio ambiente?”, questionou o relator da Comissão.

O subsecretário da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Virgínio Vieira Oliveira, disse estar atento e preocupado com a questão da construção do autódromo, porém negou a possibilidade de interferência da Secretaria no projeto, já que ele corre em ambiente judicial. Segundo Virgínio, a Secretaria busca sempre fomentar mais áreas de conservação ambiental, e estará a serviço do município na luta contra a destruição da floresta.

Representando o Jardim Botânico da cidade, o pesquisador Haroldo de Lima apresentou dados técnicos e biológicos sobre a floresta do Camboatá. De acordo com o pesquisador, naquela região existem espécies raras de plantas que não estão presentes em outros lugares da cidade, além de algumas que já estão em risco de extinção. Haroldo frisou a grande importância ecológica do local, e fez um apelo às autoridades para que medidas de proteção sejam criadas.

A integrante do Núcleo Ecológico Pedras Preciosas (NEPP) e moradora da região do Camboatá, Marina Costa Bernardes, contou que desde muito antes da ideia de se construir o autódromo, a área já vinha sendo explorada e desmatada. Segundo Marina, desde a época dos Jogos Pan-americanos, em 2007, a floresta sofre com o desmatamento, e, com isso, muitos dos animais que viviam naquela região foram extintos. A moradora ainda destacou alguns dos problemas que a população daquela região virá a sofrer caso aconteça a construção do autódromo, como problemas respiratórios, mudanças climáticas e chuvas mais fortes, que poderão acarretar em deslizamentos de terra e enchentes.

O representante da Associação Profissional dos Engenheiros Florestais do Estado, Celso Junius, apresentou algumas alternativas para o uso da área do Camboatá onde não há vegetação. O engenheiro citou ações que promovam a sustentabilidade e a maior interação da população com a floresta, como a criação de uma horta comunitária, um viveiro florestal, uma escola de jardinagem, um espaço multiuso para piqueniques e eventos, entre outras. Para Celso, é importante que sejam criadas oportunidades de trabalho e renda para a população que vive no entorno da região do Camboatá.

Transparência no FUNDEB

Transparência no FUNDEB

Vamos enviar requerimentos de informação, reunir a sociedade civil e trabalhar para saber da Prefeitura tudo relativo a este Fundo que se tornou verdadeira caixa preta nos anos da Administração anterior.

Todas as alegações de anos anteriores, que o Fundo serviu para o pagamento de inativos (algo proibido pela Lei Federal que o rege) e da gratuidade de crianças e adolescentes matriculados na Rede de Ensino da Cidade, entre outros muitos temas, serão objetos de nossos encontros.

Ao final, vamos redigir documento assinado pelos presentes aos trabalhos para envio à nova Administração para que sirva de alerta para que o Fundo seja gerido da forma que deve verdadeiramente ser.

Carruagem

Carruagem

Encaminhamos o Ofício GVPCL nº 16 de 2017 ao Tribunal de Contas do Município para que investigue a dispensa sem pé nem cabeça desta licitação e seu valor absurdo.

Mais uma herança da Administração passada prejudicial ao tesouro municipal e ao povo do Rio.

Liberação de uma das duas pistas seletivas da Avenida Brasil

Liberação de uma das duas pistas seletivas da Avenida Brasil

Encaminhamos no ano passado dois ofícios, um à Secretaria de Transportes do Rio e outro à CET-Rio (GVPCL nº 569 e 568, respectivamente), a fim de que fosse liberada uma das duas pistas seletivas da Avenida Brasil para o trânsito de carros de passeio, desatolando o tráfego que hoje é no mínimo infernal.

Finalmente a Prefeitura, através de seu vice-Prefeito e secretário de Transportes, resolveu tomar providências.

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Ano Novo, Gasto Velho!

Ano Novo, Gasto Velho!

Como havia comentado anteriormente, minha equipe e eu detectamos algo no mínimo curioso dentro do orçamento da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, R$2.110.000,00 voltados para investimentos na Rio 2016, a Ação orçamentária de promoção de eventos da Olimpíada de 2016.

Ora, a Olimpíada já terminou, portanto, o quê faz esse dinheiro no orçamento da Secretaria para 2017 ? O Secretário afirma que são “economias”, entretanto, por quê ainda estão computadas numa atividade cujo fim já se extinguiu ? É preciso dizer que o valor também envolve gastos na manutenção de projetos sociais esportivos, projetos estes voltados para a população carente do Rio, entretanto ainda faz parte de sua descrição as atividades olímpicas.

Vou pessoalmente encaminhar recomendação ao Prefeito Crivella para que modifique o escopo desta Ação orçamentária no ano que vem para que esteja voltada única e exclusivamente para o projeto social esportivo. É preciso ter muita clareza na designação do orçamento a fim de que não sejam feitos gastos em atividades inexistentes e vejamos mais dinheiro público descendo ralo abaixo.
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