Audiência Pública da Comissão de Educação ouve comunidade escolar da 9° CRE

Audiência Pública da Comissão de Educação ouve comunidade escolar da 9° CRE

A Comissão de Educação da Câmara Municipal do Rio de Janeiro realizou, nessa segunda-feira (12), Audiência Pública no bairro de Campo Grande para ouvir a comunidade escolar da 9° Coordenadoria Regional de Educação (CRE). O objetivo é aproximar o parlamento de professores, servidores e pais, permitindo aos membros da comissão conhecer as demandas de cada comunidade, como a falta de estrutura das unidades escolares, transporte, segurança e carência de pessoal.

De acordo com o presidente da comissão, Vereador Prof. Célio Lupparelli, o objetivo é democratizar o acesso para membros da comunidade que não teriam condições de comparecer ao Palácio Pedro Ernesto. “A Comissão não é executiva, ela promove o debate para sinalizar os problemas. Vamos fazer um grande relatório depois das onze audiências para que a Secretaria Municipal de Educação faça um planejamento visando a sanar as dificuldades. Também estamos cobrando, via requerimento de informação, projetos de leis e indicações, soluções para os problemas apresentados. Isso aqui é um ambiente rico para que a gente faça produção legislativa”.

O coordenador da 9ª CRE, José Mauro, apresentou o perfil da região. O professor declarou que a 9ª CRE é formada por 74 mil estudantes, distribuídos por 166 unidades escolares, todas segmentadas, o que facilita a coordenação pedagógica. O professor afirma que a maioria das escolas ficou acima da meta do Ideb e que o déficit de professores foi reduzido neste ano. Entre as metas, José Mauro planeja ampliar a climatização das escolas para 94%, reduzir a ausência de alunos em 20% e alcançar 96% de estudantes aprovados com conceito MB, B e R.

Os professores presentes na reunião cobraram a reserva de 1/3 de horas para planejamento das aulas, conforme previsto em lei. Os profissionais receberam a garantia de que a medida será cumprida até o final de 2020.

Os servidores e pais de alunos cobraram a presença de porteiros para controlar a entrada e saída dos estudantes, pediram mais acessibilidade nas unidades e criticaram a remoção de escolas para bairros que não possuem transporte público adequado.

O representante do Conselho Diretor da 9ª CRE, Alexsandro Amorim, alertou sobre a possibilidade de extinção do Fundeb, recurso fundamental para o custeio, inclusive do salário dos professores. De acordo com o Vereador Prof. Célio Lupparelli, “não estamos vendo movimentação a nível federal para que exista um outro Fundeb, que termina em 2020. Precisamos mobilizar a sociedade para provocar o governo”.